Forças especiais da polícia da França prenderam nesta terça-feira quatro homens na cidade de Lunel, no sul do país, em uma operação com o objetivo de desmontar redes jihadistas, disse uma fonte da polícia.
Dois deles voltaram à França da Síria, segundo a fonte.
Lunel, na região de Hérault, tem atraído atenção depois que a mídia local disse que até 10 moradores da cidade têm intenção de viajar para a Síria para lutar ao lado de militantes islâmicos.
A França aumentou as medidas de combate ao recrutamento de jihadistas depois que 17 pessoas foram mortas este mês em três dias de violência cometida por militantes islâmicos em Paris.
Os ataques, um na sede do jornal satírico "Charlie Hebdo" e outro em um supermercado judaico, foram realizados por homens que tinham ligação com recrutadores jihadistas. Os militantes foram mortos pela polícia.
Desde então, a polícia tem realizado prisões de supostos militantes islâmicos na Bélgica, França e Alemanha.
O Congresso dos EUA convidou o primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para uma sessão conjunta especial sobre as ameaças do programa nuclear iraniano e o advento do terror islâmico.
"O primeiro-ministro Netanyahu é um grande amigo do nosso país, e este convite carrega com ele o nosso compromisso inabalável com a segurança eo bem-estar de seu povo", disse o US Câmara dos Representantes, John Boehner, em comunicado. Leia mais
Presença de Dilma na posse de Evo Morales pode melhorar o relacionamento entre os dois países
A presidente Dilma Rousseff participa nesta quinta-feira em La Paz, na Bolívia, da posse do terceiro mandato do presidente boliviano, Evo Morales. Analistas veem na visita um gesto para tentar reanimar a relação entre os dois países.
Os laços com a Bolívia – país com o qual o Brasil compartilha sua maior fronteira (3,4 mil quilômetros) - se estremeceram nos últimos anos, principalmente depois do asilo político concedido ao senador oposicionista Roger Pinto Molina, em 2012.
O ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva visitou nove vezes a Bolívia em seus dois mandatos entre 2003 e 2010, mas Dilma não foi ao país uma vez sequer durante seu primeiro mandato (2011-2014).
"O Brasil é visto aqui como uma nação subimperialista. Isso (o asilo político) provocou uma tensão e reforçou essa visão", afirma o boliviano-brasileiro Eduardo Lohnhoff, estudante de sociologia e militante do Partido Comunista Boliviano, que apóia Morales, mas pressiona por um governo mais à esquerda.
Estrada
Lohnhoff conversou com a BBC ontem nas ruínas do sítio arqueológico de Tiwanaku, vizinho à La Paz, onde um ritual indígena celebrou o novo mandato de Morales – o local era sede de uma civilização anterior aos incas.
Entre os fatores que alimentam a visão negativa do Brasil em parte da sociedade boliviana, diz ele, está o interesse brasileiro em concluir uma estrada cortando a Bolívia e o norte do Chile para conectar o porto de Santos (SP) ao Oceano Pacífico, além da presença de grandes fazendeiros brasileiros produtores de soja na região de Santa Cruz de La Sierra.
De acordo com uma nota divulgada pelo Itamaraty, "as relações com a Bolívia são prioritárias para o Brasil" e "um marco relevante será a conclusão da pavimentação do corredor rodoviário interoceânico, que cruzará o território boliviano, conectando o porto de Santos aos portos chilenos".
Essa enorme rodovia terá um total de 2.700 quilômetros de extensão, sendo 1.561 quilômetros em território da Bolívia, 947 quilômetros em solo brasileiro e 192 quilômetros em área do Chile. A estrada atravessa as regiões bolivianas de Santa Cruz, Cochabamba e Oruro, cortando áreas de preservação ambiental, o que gerou resistência de grupos locais.
Mas, segundo Lohnhoff, a oposição à obra tem diminuído, a partir de um trabalho do presidente de convencer a população da importância do empreendimento para o desenvolvimento local.
"A verdade é que o impacto ambiental não é tão grande assim e a estrada pode melhorar a circulação dentro do país", considera.
Asilo político
Senador Roger Molina pediu asilo ao Brasil alegando perseguição
Outro fator que estremeceu a relação Brasil-Bolívia foi o episódio da fuga do senador de oposição boliviano Roger Pinto Molina, observa a socióloga brasileira Fernanda Wanderley, que vive há duas décadas na Bolívia e é professora da Universidad Mayor de San Andrés, em La Paz.
"Causou uma tensão e uma certa paralisação nas relações", ela afirma.
Molina, senador oposicionista que é acusado de corrupção e responde a 14 processos no país, pediu asilo ao Brasil em maio de 2012 argumentando preseguição política. O pedido foi atendido pelo governo Dilma.
No entanto, a Bolívia não concedeu salvo conduto para que ele deixasse o país, de modo que o Molina viveu por quase 15 meses na Embaixada brasileira em La Paz. O impasse levou o diplomata Eduardo Saboia a fugir com o senador para o Brasil, mesmo sem autorização prévia do Itamaraty.
Wanderley lembra que o episódio Molina traz consequências práticas até hoje. Desde a fuga do senador em agosto de 2013, a Embaixada brasileira em La Paz não tem um embaixador oficial. O cargo vem sendo ocupado interinamente desde a retirada de Marcel Biato, que não agradava Morales. Atualmente está à frente da Embaixada o encarregado de negócios Antonio José Resende de Castro.
Nesse contexto, a professora acredita que a vinda de Dilma pela primeira vez ao país para prestigiar a posse de Morales seja um gesto que pode melhorar o relacionamento entre os dois países.
Para comparecer à La Paz, a presidente desmarcou sua ida ao Fórum Econômico de Davos, na Suiça. Com a presença na cerimônia de Morales, Dilma também retribui a ida do líder boliviano a Brasília para sua posse de segundo mandato.
O sociólogo boliviano Fernando Mayorga também considera importante a vinda de Dilma a La Paz para a relação bilateral. Ele minimiza o esfriamento recente entre os dois países.
Proximidade
Mayorga observa que Morales e Lula eram muito próximos porque tinham muito em comum e considera natural que a relação tenha se tornado mais fraca com a mudança de presidente no Brasil.
"Lula foi muito importante para dar legitimidade a Morales, foi uma influência forte frente ao radicalismo de Hugo Chávez (ex-presidente venezuelano). Ambos vieram do sindicalismo, são mais abertos à negociação que Chávez, que era um militar", afirma.
Mayorga acredita que Morales buscará melhores relações externas no seu terceiro mandato, porque a queda dos preços das commodities exportadas pelo país, como gás e minérios, aumentará a necessidade de atrair investimentos estrangeiros para industrializar a economia nacional.
O Brasil é o principal parceiro comercial da Bolívia: consome cerca de 40% do total das exportações bolivianas, por causa da venda do gás natural, e é a segunda maior origem de suas importações, atrás apenas do Chile.
O intercâmbio comercial entre as duas economias (soma das importações e exportações) passou de US$ 818 milhões em 2002 para US$ 5,4 bilhões em 2014 – sendo que o saldo é negativo para o Brasil em US$ 2,2 bilhões.
Além da importância da questão energética (gás) e da integração logística regional, outra agenda bilateral relevante é o controle da fronteira para combate ao tráfico de drogas.
O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, irá discutir o tema da cooperação militar com o Irã durante sua visita oficial ao país, segundo informou nesta segunda-feira (19) o porta-voz da pasta, major-general Igor Konashenkov.
De acordo com o comunicado, Shoigu vai manter conversações com o ministro da Defesa iraniano, brigadeiro-general Hossein Dehghan. As questões relativas à segurança global e regional serão discutidas na reunião em Teerã, bem como a “ativação da cooperação militar e técnico-militar entre os dois países".
O presidente russo, Vladimir Putin, participa de um fórum dedicado à sociedade civil, na Rússia
Moscou - O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta terça-feira que a Rússiaprecisa fortalecer suas Forças Armadas para proteger sua soberania contra os "desafios" colocados por outros países que podem ameaçar Moscou.
Os comentários de Putin reforçam seu compromisso com um caro programa de modernização das Forças Armadas do país, que o Ministério das Finanças já sinalizou que ficará fora de qualquer corte orçamentário a ser realizado pelo governo por causa da atual crise econômica.
"Vamos continuar a fortalecer as nossas Forças Armadas e organizações militares como um todo ao torná-las modernas, móveis, bem equipadas e capazes de realizar sua tarefa principal: neutralizar riscos e ameaças políticas potenciais à segurança de nosso país", disse Putin durante reunião da comissão de indústria do país. Putin não especificou quais seriam essas ameaças, mas a nova doutrina militar russa aponta a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) como uma ameaça.
Putin também acusou os Estados Unidos de tentarem subjulgar a Rússia, culpou o Ocidente pela derrubada de um presidente pró-Moscou na Ucrânia no ano passado e disse que Washington incentivou protestos contra ele há três anos.
"Vemos o quanto outros países são abertos a respeito de suas reivindicações geopolíticas e como não hesitam em interferir abertamente nos assuntos de Estados independentes ao mesmo tempo em que expandem e melhoram ativamente seus arsenais militares", disse Putin.
"Eles gastam muitas vezes mais do que nós (em armas). Podemos e precisamos responder a este desafio."
O Primeiro-Ministro Japonês, Shinzo Abe, exigiu Hoje (20) a Libertação Imediata de Dois Reféns Que o Movimento extremista Estado Islâmico (EI) ameaçou matar, em novo vídeo, e recusou Pagar Resgate de US $ 200 Milhões (cerca de R $ 520 milhões). Shinzo Abe, exigências recusou Ceder Como de Fazer EI, declarando que "a Comunidade internacional NÃO vai Ceder Ao Terrorismo e DEVE COOPERAR contra Ameaça esta". "Estou extremamente indignado com este Ato e exijo que vigorosamente Nenhum mal SEJA FEITO [AOS Reféns ] e Que Sejam libertados imediatamente ", Disse Shinzo Abe à Imprensa, em Jerusalém. Abe garantiu Que o Japão, apesar do sequestro, Não ia anular a Ajuda de US $ 200 Milhões, prometida AOS Países Afectados Pela AÇÃO DOS jihadistas Fazer EI, especialmente não e Iraque na Síria. "Esta posição NÃO se vai Mudança de forma Alguma", afirmou o chefe do Governo Japonês, ressaltando a vocação Humanitária Desta Ajuda. A Ajuda japonesa E mencionada Nenhum vídeo atribuido Ao EI justificar Pará Como ameaças contra Reféns Os Dois . Em vídeo divulgado on-line, o EI ameaçou matar Dois Japoneses - Haruna Yukawa e Kenji Goto - SE. o Governo Japonês NÃO PAGAR US $ 200 Milhões EM 72 Horas Nas Imagens, um militante vestido de preto empunhando Uma faca dirige-se à câmera, em Ingles, de PE, Entre Dois Reféns Vestidos COM macacões CR Laranja. "Voces TEM 72 horas Pará pressionar o Governo a Tomar Uma decisão Mais sensata e Pagar US $ 200 Milhões Para salvar a vida dos SEUS Cidadãos", Disse. O militante explicou Que o valor do Resgate SERVIR de Compensação Pela Ajuda Que o Primeiro-Ministro Japonês, Shinzo Abe, Prometeu dar à Campanha contra o Estado Islâmico no Oriente Médio.
A equipe do SporTV conseguiu cumprir a difícil tarefa de entrar na Coreia do Norte, o país mais fechado do mundo. Durante a primeira parte do especial "Coreia do Norte, a última fronteira do esporte", uma apresentação deste país isolado do ocidente desde a desocupação japonesa, em 1945, e altamente militarista, mas que tenta através do esporte mostrar uma imagem mais amistosa.
Governado atualmente por Kim Jong-Un, a Coreia do Norte segue a sua doutrina marxista. Um país acusado de violações aos direitos humanos e onde não há liberdade de expressão para os seus habitantes. Mesmo com todas essas dificuldades, incluindo um embargo econômico decretado pelas potências ocidentais, os norte-coreanos pretendem atrair mais visitantes estrangeiros.
Segundo as estatísticas oficiais, a Coreia do Norte recebe 100 mil turistas estrangeiros por ano. A esmagadora maioria da China, maior parceiro do país. Os visitantes ocidentais não passam dos cinco mil, porém este é um número cinco vezes maior do que era há 10 anos. Algo que já está mudando a forma como os norte-coreanos lidam com quem vem de fora, segundo informou a guia de viagens Andrea Lee.
Pyongyang possui um arco do triunfo (Foto: Reprodução SporTV)
- As pessoas estão mais acostumadas a ver estrangeiros, estão mais abertas. Acho que como turista, é um lugar melhor para se visitar do que há 11 anos. Há mais lugares que os turistas podem visitar - disse a guia, que também explicou o motivo de ainda muitos norte-coreanos não gostarem de ser fotografados ou filmados.
- Esse é um dos mal-entendidos. Muitos acham que nossos guias são quem dizem para você não tirar fotos, mas em geral são as pessoas locais que preferem não ser fotografadas. É uma falta de confiança cultural em jornalistas, porque já tiveram experiências ruins. Então é comum as pessoas não gostarem de ser fotografadas - continuou a guia.
Em 2009 o Brasil instalou uma embaixada em Pyongyang, a capital da Coreia do Norte. O ato foi mais uma das tentativas do país asiático mostrar uma faceta mais amistosa. O embaixador Roberto Colin revelou que a intenção dos norte-coreanos é fazer um estreitamento de relações com os brasileiros através do esporte, principalmente do futebol.
- Eles gostariam de cooperar com o Brasil na área de futebol. Jovens talentos para fazer cursos de capacitação no Brasil e receber um técnico brasileiro. Eles enviaram para a Itália e para a Espanha, mas o líder (Kim Jong-Un) gostaria de mandar jovens também para o Brasil - disse Colin.
Segundo o embaixador brasileiro, o fato de Kim Jon-Un ser um líder jovem impulsionou essa tendência para a diplomacia esportiva.
- Percebi que a partir do momento que ele assumiu o poder, usou a própia juventude para mudar de alguma maneira a imagem que a Coreia tem no mundo. Mostrar um país onde as pessoas tem uma vida saudável e praticam esporte. O esporte é uma janela para interagir com o mundo - afirmou.
Apresentação de dança típica norte-coreana (Foto: Reprodução SporTV)
Uma dessas interações ocorreu durante um festival de luta pro-wrestling, promovido por um político japonês. O Japão inclusive é, ao lado dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, um dos países considerados inimigos da Coreia do Norte. O lutador norte-americano Bob Sapp garantiu que agora tem uma imagem mais positiva do fechado país.
- Eu sou dos Estados Unidos, portanto ignorante em relação à Coreia do Norte. Estava pensando em encontrar um lugar triste, frio, onde o sol não brilha, lugares pequenos e sujos. Mas assim que saí do avião, encontrei ar fresco, tudo é limpo, tudo é verde, todo mundo está sorrindo e está um dia lindo. Mudou totalmente a minha visão - disse Sapp.
Na segunda parte do documentário, que vai ao ar nesta sexta-feira, às 23h30, a equipe do SporTV vai ao interior do país. Entre as visitas estarão uma parada em uma das estações de esqui mais exóticas do mundo, a praia onde uma faixa de areia é reservada aos visitantes estrangeiros, e o acampamento onde crianças aprendem desde cedo a marchar e a cantar músicas venerando os seus líderes. De volta a Pyongyang, o treino de atletas que poderão estar na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, e uma visita ao lugar mais tenso da península coreana, que é a fronteira entre os vizinhos do Norte e do Sul.